Metade dos ônibus elétricos que receberam placas no Brasil em agosto de 2026 saiu da linha de produção da BYD. A fabricante chinesa, que mantém fábrica em Campinas (SP), registrou 126 dos 254 emplacamentos do segmento no mês, o que lhe garantiu 49,61% de participação e um volume superior ao das segunda e terceira colocadas somadas (75 e 31 unidades, respectivamente).
Metade do mercado em um único mês
O avanço de agosto não foi pontual. No acumulado de janeiro a agosto, a BYD chegou a 301 ônibus elétricos emplacados e detém 32,30% do mercado brasileiro. Só em agosto, a empresa adicionou 126 veículos a esse total — aproximadamente 42% de tudo o que havia licenciado no ano até então.
Segmento cresce 82% em 12 meses
Os números da BYD caminham junto com a expansão do próprio mercado de ônibus elétricos no país. Entre janeiro e agosto de 2026 foram registrados 932 veículos, contra 512 no mesmo intervalo de 2025. A diferença representa um crescimento de 82,03%. O salto ficou ainda mais claro na passagem de julho para agosto: os emplacamentos nacionais saltaram de 89 para 254 unidades, quase triplicando em 30 dias. No mesmo período, a BYD passou de 66 para 126 ônibus registrados, mantendo a dianteira.
Produção nacional atinge 1.000 chassis
Para sustentar a oferta, a BYD alcançou em agosto a marca de 1.000 chassis de ônibus elétricos produzidos localmente desde a inauguração da planta de Campinas, há pouco mais de uma década. O chassi histórico foi um BC10LE, modelo de dimensões compactas desenvolvido para trafegar em vias urbanas estreitas, segundo a empresa.
Imagem: Internet
O que os dados permitem concluir
- A BYD lidera com folga o mercado de ônibus elétricos brasileiro tanto no mês de agosto quanto no acumulado anual.
- O segmento como um todo mostra expansão acelerada, com alta de 82% em doze meses.
- A produção local de 1.000 chassis indica capacidade industrial instalada para atender ao crescimento da demanda.
Limites da leitura
Os dados referem-se apenas a emplacamentos, que não retratam necessariamente entregas já em operação ou participação em receitas. Também não há detalhamento por cidade, sistema de transporte ou contrato. Por isso, ainda não é possível afirmar se a liderança atual se traduzirá em domínio de longo prazo ou em rentabilidade superior.
Com informações de Revista Sobre Rodas.
