A Ford confirmou que a Transit City elétrica desembarca no Brasil em 2026 e já definiu a gama que estará à disposição dos frotistas: furgão de teto regular, furgão de teto alto e chassi-cabine. A informação foi divulgada durante o IAA Transportation 2026, em Hanover (Alemanha), onde a marca exibiu pela primeira vez a versão chassi-cabine do utilitário.
Três formatos para diferentes tipos de operação
Ao apresentar as configurações, a divisão Ford Pro explicou que pretende cobrir desde entregas de encomendas em centros urbanos — função típica dos furgões fechados — até aplicações que exigem implementos específicos, caso da variante chassi-cabine. Os volumes de carga, dimensões externas e demais especificações técnicas, porém, só serão detalhados mais perto do lançamento comercial.
Bateria LFP: foco em durabilidade e custo
Todas as versões usarão bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP), tecnologia conhecida por oferecer maior número de ciclos de carga, menor propensão a superaquecimento e custo inferior ao das químicas de níquel-cobalto. A Ford não revelou capacidade energética nem autonomia declarada, mas indica que a escolha do LFP está ligada à meta de baixo custo total de operação para frotas que rodam nas chamadas “zonas de emissão zero” cada vez mais comuns em grandes cidades.
Portfólio Ford Pro ganha primeiro elétrico leve na região
Segundo Guillermo Lastra, diretor de Veículos Comerciais da Ford América Latina, a chegada da Transit City coloca a marca em um segmento inédito na região e complementa a oferta atual, formada pelas versões a combustão da Transit e pela picape Ranger. “Vamos dar mais uma opção de eletrificação aos clientes”, afirmou o executivo.
- Ford lidera o mercado europeu de veículos comerciais há 11 anos, segundo a própria montadora.
- A operação Ford Pro na América Latina resultou da integração das divisões da América do Sul e do México em 2026.
- A Transit City é um projeto global e seguirá os mesmos padrões de qualidade aplicados na Europa.
O que já dá para concluir e o que ainda falta saber
Os anúncios confirmam que haverá três tipos de carroceria e que o utilitário elétrico será posicionado para uso urbano de curta distância. Também é possível inferir, pelo histórico do modelo na Europa, que capacidade de carga e dimensões deverão ficar próximas às atuais variantes diesel da Transit de teto normal e alto. No entanto, sem dados oficiais de potência, autonomia, peso bruto ou tempo de recarga, ainda não se pode comparar custos e desempenho com concorrentes já vendidos no Brasil, como Renault Master E-Tech ou BYD eT3.
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Detalhes de preços, rede de pós-venda preparada para veículos elétricos e eventuais incentivos fiscais também permanecem em aberto. A Ford limitou-se a afirmar que essas informações serão divulgadas posteriormente, junto com a ficha técnica completa.
