A equipe do Grupo Cataratas de Eficiência Energética (GCEE), composta por estudantes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), parte para os Estados Unidos para competir na Shell Eco-marathon Americas 2026, de 7 a 11 de abril. A competição acontece no tradicional Autódromo Indianapolis Speedway, em Indianápolis, e reúne projetos focados em mobilidade sustentável.
Após conquistar a etapa nacional da Shell Eco-marathon em 2025, na categoria Conceito Urbano, o Grupo Cataratas levará um protótipo movido a células de combustível de hidrogênio, único na América Latina, para disputar a etapa americana. O suporte financeiro para viagem, hospedagem e transporte aéreo do veículo veio de patrocinadores como Itaipu Binacional, XBRI Pneus e Unioeste.
Desempenho técnico e inovação do veículo a hidrogênio
A inovação técnica do projeto é destaque, pois o protótipo desenvolvido pelo GCEE utiliza células de combustível de hidrogênio para gerar energia, diferentemente dos modelos tradicionais elétricos ou movidos a combustíveis fósseis. Essa tecnologia representa um avanço importante na área de mobilidade elétrica sustentável.
Essa solução permite que o veículo opere com emissão zero, reforçando o compromisso dos estudantes com a sustentabilidade ambiental. A escolha do hidrogênio como fonte energética não só posiciona o grupo em um nível avançado de engenharia, mas também coloca o protótipo como referência em inovação dentro do continente latino-americano.
A importância da participação na Shell Eco-marathon para os estudantes
Para os nove membros da delegação, além da disputa pela performance técnica, a competição representa uma oportunidade de aplicar e validar o aprendizado acadêmico em um cenário competitivo internacional. Segundo o coordenador do grupo, professor Fernando José Gaiotto, os alunos têm a chance de interagir com equipes de diversas universidades das Américas, ampliando o networking e mostrando o potencial da formação oferecida.
Além do aspecto técnico, o evento funciona como uma plataforma para fortalecer o posicionamento da Unioeste e Unila como instituições engajadas em pesquisas e soluções para os desafios energéticos. Essa experiência prática certamente contribui para o crescimento profissional e a inserção dos estudantes no mercado.
Suporte das instituições e alinhamento com projetos de sustentabilidade
O apoio recebido pela equipe não se limita ao patrocínio financeiro. Empresas e instituições como Itaipu Binacional desempenham papel fundamental na estruturação da viagem e na viabilização do projeto, equiparando o compromisso com temas que atravessam a competitividade e os desafios ambientais do futuro.
Enio Verri, diretor-geral brasileiro da Itaipu, destacou que o incentivo a jovens talentos em eventos como a Shell Eco-marathon reflete todo um esforço institucional para sustentabilidade, incluindo investimentos em hidrogênio verde, biometano e combustíveis sustentáveis. Essa sinergia entre educação, ciência e indústria reforça ainda mais a importância do evento.
Imagem: Internet
O papel do diretor e do roteiro estratégico do grupo na competição
O sucesso do projeto depende também da liderança e coordenação do professor Fernando José Gaiotto, que orienta os estudantes desde o desenvolvimento do protótipo até a participação internacional. O planejamento estratégico feito pelo grupo prioriza desempenho, inovação tecnológica e capacitação prática.
Essa metodologia de condução do trabalho é crucial para impulsionar um roteiro que combine inovação com eficiência, colocando a equipe em um excelente patamar para enfrentar adversários de alto nível em outras instituições de ensino. O investimento em preparação técnica garante que o veículo a hidrogênio funcione conforme esperado na pista.
Vale a pena acompanhar a Shell Eco-marathon com a equipe da Unioeste?
A participação do Grupo Cataratas na Shell Eco-marathon Americas 2026 oferece uma visão detalhada da evolução da mobilidade sustentável no cenário acadêmico. Para quem reconhece a importância de novas tecnologias ecológicas, acompanhar essa competição é válido para entender os avanços e desafios da inovação a hidrogênio no setor automotivo.
Essa experiência internacional evidencia o esforço brasileiro na pesquisa de energias limpas e prepara o terreno para futuras soluções no mercado. Além disso, a interação com outras equipes permite comparar técnicas e estratégias, o que mantém alta a expectativa sobre os desenvolvimentos apresentados durante o evento.
Por fim, essa jornada reforça a capacidade de alunos e professores da Unioeste ao proporcionar um ambiente real de testes e validação de conhecimento técnico, mostrando que a formação universitária pode ter impacto direto em setores estratégicos como o de transporte sustentável.
